quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Red White & Blue Simon Rumley 2010

Ninguém passa imune aos filmes do cineasta britânico Simon Rumley. Para uns seus filmes: Distúrbio Fatal e Little Deaths e Vermelho, Branco &Azul, tema deste post, ganhou defensores e conseguiu status de cult, ao mesmo que foi massacrado e taxado como apelativo e artificial por outros.

Vermelho, Branco &Azul – uma alusão às cores da bandeira norte americana – narra a tragédia americana envolvendo os três protagonistas: Nate (Noah Taylor, assustador), um ex-soldado que vive de subempregos enquanto pensa se aceita ou não um emprego na CIA; Erica (Amanda Fuller), uma garota com tendências autodestrutivas que tem dificuldade em manter as pernas fechadas e Franki (Marc Senter) um jovem músico que vê sua banda dar os primeiros passos para o estrelato.


Na trama, que começa como um drama com cara indie e descamba para o horror psicológico bem pesado, narra as aventuras sexuais de Erica, seu relacionamento com Nate, o único homem que a trata com decência e, por isso, é ignorado por ela, e suas aventuras sexuais. Em uma delas, ela conhece Franki e tem uma relação com o jovem. Este evento vai servir de estopim para uma história vingança que deixariam os filmes do Tarantino em um nível café com leite no que se trata de violência.


O filme joga bem com os sentimentos dos espectadores. É impossível não detesta-los em algum trecho do filme e, em contrapartida, não contemporizar com eles em outros. Erica fazendo roleta russa com sexo é detestável, Por outro lado a explicação que move suas atitudes nos deixa condescendente com sua situação. Em outro trecho, nos sentimos esperançosos com o relacionamento que floresce em ela e Nate. É a mesma coisa com Franki. Uma hora, somos condescendentes com sua situação, e em outras detestamos sua presunção e inconsequência.



A única personagem que passa longe desse filtro é Nate. Quando o diretor vai dando as dicas do seu passado, percebemos que, apesar de suas boas intenções com Erica, ele é um cara frio, flexível moralmente e capaz dos atos mais abomináveis para conseguir vingança. Palmas para a atuação assustadora e impressionante de Noah Taylor. Sua persona é alegoria perfeita para as cores da bandeira americana. Sua violência desenfreada é cara da sociopolítica aplicada pelos Estados Unidos hoje em dia. Um filmão!   
          

Um comentário:

  1. E bota filmão nisso, amor!
    Ok, mais uma vez eu me encaixo no grupo dos que mais ficam com indigestão que outra coisa...Mas admito: apesar de ser bem incômodo em alguns momentos, eu adorei esse filme! Impossível ficar apático ou entediado diante dele!

    Bom demais ter de volta seus textos!!! Quero mais, amor...muuuuito mais! Pode ser?

    Da sua fã nº 1...Gam

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