quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Holy Motors – Leos Carax (2012)



Depois de uma década longe dos longas-metragens, o realizador francês Leo Carax retorna em grande estilo e no auge de sua criatividade. Seu último filme “Holy Motors” (2012) é um dos mais autênticos, ousado, hermético e simbólico filme dos últimos anos (um legitimo mindfucker, como diria um amigo meu) e figura carimbada na lista de melhores filmes do ano.


Filme de visual impressionante e de um roteiro deliciosamente ambíguo, narra -ou melhor- desnarra a história do Senhor Oscar (Denis Levant, em fantástica interpretação), um homem que atravessa Paris dentro de uma limusine e interpreta os mais variados tipos e insólitas situações. Em um momento ele é uma pedinte, em outro um mendigo louco.  Depois é um rico industrial, um pai de família entre outras personagens em outros acontecimentos. O Sr. Oscar vive todas as vidas possíveis, exceto a sua própria.


Falar mais sobre o filme só estragaria a experiência que a película que Carax oferece. Holy Motors é o tipo de filme que permite ao espectador montar e imaginar a “mensagem” que o artista deseja passar. Uma homenagem à Paris, ao sonhos, ao cinema e até uma possível alusão ao mundo virtual, onde se é possível criar avatares para viver várias vidas. Todas essas interpretações são possíveis ao filme. Eu, no entanto, prefiro ver o filme sem preconceitos. Sem a necessidade de “entender” o que se passa, e só aproveitar e mergulhar no mundo louco e selvagem de Carax. Deixar entrar na mente e sentir o cérebro queimar de alegria e fúria.   

Filmaço!

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