quarta-feira, 13 de julho de 2011

A hora do lobo “Vargtimmen” (1968) - Ingmar Bergman




“A arte é feita para perturbar, a ciência tranqüilizar.
Na arte só uma coisa importa: aquilo que não se pode explicar.
O quadro está acabado quando apagou a idéia que o motivou.”

Georges Braque

“A grandeza de uma obra de arte está fundamentalmente no seu caráter ambíguo, que deixa ao espectador decidir sobre o seu significado".

Theodor Adorno


A hora do lobo “Vargtimmen” (1968) é o filme mais hermético de Bergman e um dos mais impressionantes concebidos na história do cinema.

Filme repleto de sombras obscuras, imagens fantasmagóricas e de difícil entendimento, Vargitimmen narra em flashback as memórias Johan Borg (Max von Sydow), um pintor atormentado de difícil temperamento que azucrina sua dedicada e sensível esposa Alma (Liv Ulmann). Ao receber a visita de uma senhora bizarra vestida de branco (um fantasma, talvez?), a esposa descobre que o marido possui um diário e seguindo o conselho da velha, Alma começa a ler o livro e nos arrasta junto com eles, a esposa e o pintor, para um pesadelo desesperador.

Filmaço do mestre Bergman onde o espectador não vai ter vida fácil para decifrar suas imagens delirantes e seus símbolos ambíguos. Não se sabe o que está acontecendo. Não fica claro se tudo não passa de um sonho, ou de um delírio ou uma manifestação fantasmagórica. Se for um sonho ou delírio, não se sabe quem sonha.

Além das presenças dos bergmanianos já citados: von Sydow e Ulmann, completa o elenco Ingrid Thulin- outra habitual colaboradora do diretor- e o maravilhoso fotografo Sven Nykvist que, em parceria com Bergman, criou as mais belas imagens da história do cinema.
Grande Filme!


Um comentário:

  1. Eta filme indigesto,amor!rsrs
    Morri de raiva desse atormentado do Johan!
    Coitadinha da Alma....sofredora total!

    Mas não dá para negar o quento o filme é bom!
    Mais uma brilhante indicação do meu amor!

    Beijos,meu lindo

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