quarta-feira, 16 de março de 2011

Parabéns, Mafalda!


Essa postagem é para a minha Mafalgambs.

Pode uma personagem de quadrinho ter a força de incorporar e ser a voz de uma nação inteira, ser ainda amada e respeitada no mundo todo e arrancar elogios apaixonados de intelectuais e artistas do porte de Humberto Eco e Júlio Cortázar?

Sim, pode! A Mafalda, oras!

Lançada originalmente em 15 de março de 1962 para uma propaganda de um eletrodoméstico, a criação do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, o Quino, começou a ganhar o mundo em 1964, quando virou tira do jornal argentino “El Pais”.

Contestadora, idealista, inteligente e sarcástica, a menina Mafalda, de uma forma provocadora, dissertava sobre os problemas do mundo e de sua Argentina daquela época. Nada escapava de sua língua ferina; ditadura, racismo, consumismo, guerra entre tantas outras loucuras que o homem e a sociedade produzia (e ainda produz). Encantava também o tom singelo que tratava suas paixões. A pequena amava a democracia, os direitos humanos e, sobretudo, os Beatles e o desenho do “Pica-Pau”.

Em 1973, ao invés de continuar ganhando grana fácil com sua criação, Quino resolveu “matar” a Mafalda. Alegava que “a personagem já havia realizado sua missão e esgotado suas possibilidades”. Um final digno e coerente para a minha verdadeira heroína das histórias em quadrinhos.


Um comentário:

  1. Ai,amor...AMEI esse post,meu Charliebeto!Você é demais!
    Parabéns para a Mafalda! Nossa mascotinha favorita! "Minina levada da breca"!Rsrsrsrs...

    Beijos da sua Mafalgambs, meu herói!

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