terça-feira, 5 de outubro de 2010

No Brasil o Estado é laico, mas a política, não.

A religião é um fenômeno bem presente na vida de algumas pessoas. Todos os dias igrejas e templos das mais variadas crenças são lotados por fiéis para agradecerem, pedirem ou simplesmente conectarem-se com sua entidade de preferência a fim de preservar e ou salvar seu bem mais valioso, a alma imortal.

Na constituição federal brasileira, o Brasil é um Estado laico. Embora o preâmbulo da Carta Magna invoque a proteção de Deus e seja comum vermos símbolos religiosos pendurados em repartições públicas, vemos o artigo 19 proibir a vinculação e separar o Estado de qualquer religião como deve ser e é em qualquer lugar civilizado do mundo.

Nas eleições presidenciais de domingo, há quem afirme que a religião foi o aspecto decisivo no seu resultado. De um lado, um grande número de votos responsáveis pelo excelente desempenho da Marina Silva veio dos evangélicos, iguais da candidata.
Do outro lado, a candidata Dilma Rousseff perdeu uma farta fatia de votos que receberia por algumas especulações a respeito de sua condição ateísta e por suas posições frente à legalização do aborto tema capital para os religiosos.

A vantagem dela frente ao candidato José Serra é grande. Vai ser difícil reverter esse número, mas pelo sim pelo não, Dilma, sob  a influência de marqueteiros em cólicas, agradeceu além dos companheiros de campanha, aliados e eleitores, a Deus pelos milhões de votos alcançados.

Aí vem aquele religioso Espírito de Porco e diz: Nada como um aperto para um ateu começar a creditar em Deus.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente,amor!
    Parabéns pelo texto!Não aguentava mais ler e ouvir sobre o "fenômeno" Tiririca...

    Beijos da Sra Gambs

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