segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Caixa - 2009


Richard Kelly é um cara curioso. Desde sua estréia com o excepcional Donnie Darko em 2001, muita gente, inclusive eu, acompanha seus filmes com uma curiosidade extra e com grande expectativa. Talvez por esse motivo seus dois últimos filmes, o tortuoso Sutherland Tales de 2006 e o insípido A Caixa de 2009 tenham recebido uma enxurrada de criticas descontentes e severas.

Baseado no conto “Button, Button”, de Richard Matheson, publicado em junho de 1970 na Revista Playboy, e já adaptado para o seriado além da imaginação em 1985, o filme The Box tem uma premissa interessante e instigante: Em um subúrbio calmo moram e Norma Lewis (Cameron Diaz)  uma professora casada com Arthur (James Marsden), um engenheiro que trabalha para a NASA e o filho. O casal, que passa por momentos de instabilidade financeira e profissional, recebe a visita do sombrio e misterioso Arlingston Steward (Frank Langella, ótimo), que faz uma proposta simples e peculiar à Norma: se Norma e Arthur apertarem um botão em uma caixa, alguém que eles não conhecem morrerá, e o casal embolsará 1 milhão de dólares.

Venhamos e convenhamos, esse é um excelente mote para um filme. Dá para imaginar inúmeras situações ricas em drama, horror e suspense que podem render dessa premissa. Assim como os questionamentos éticos morais e filosóficos que poderiam ser explorados, mas, em minha opinião, Kelly perdeu a mão.

O diretor/roteirista parece que quando escrevia o filme, teve um transe criativo e tentou encher o filme de tudo que estava na sua cabeça: Ficção - cientifica, metafísica, conspiração governamental, substratos filosóficos e subtramas desordenadas deixando o filme arrastado e confuso. Kelly, que já havia derrapado no Sutherland Tales pelos mesmos motivos errou de novo.

Longe de ser o pior do filme do mundo, como tem  muita gente dizendo por ai, o filme tem algumas qualidades: Da ordem técnica vale destacar a fotografia e a direção de arte que capricha na caracterização dos anos 70, período que o filme cobre. O trabalho do elenco é razoável. Além da notável, enigmática e sinistra personificação de Langella, os trabalhos de Cameron Diaz e James Marsden são satisfatórios. E a trilha sonora é competente e consegue manter certo suspense, mas tudo isso é pouco para segurar o filme.

Regular. Vamos o aguradar o próximo trabalho de Kelly.

Um comentário:

  1. Eu tive medo...rsrss.
    Ainda bem que você estava comigo,para eu agarrar a sua mão nos momentos mais tensos!
    Mas você tem razão quanto à confusão....algo se perde pelo caminho...que pena.

    Beijos,amor meu

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