terça-feira, 16 de março de 2010

Um Lugar ao Sol - A Place in the Sun, 1951


É o melhor filme que assisti na vida. Registra a supremacia do cinema sobre todas as outras formas de arte” Exagerada ou não, foi à conclusão que Charles Chaplin chegou após assistir o “Um Lugar Ao Sol” do grande realizador norte-americano George Stevens.

Baseado no romance icônico do naturalismo americano “Uma Tragédia Americana”, escrito por Theodore Dreiser em 1925, o filme retrata de maneira crua e indigesta a moral da sociedade americana e sua capacidade de criar, a custa de ilusões e desilusões, pessoas dispostas a tudo para palpar o tão desejado sonho americano.

Montegomery Clift é George Eastman, jovem interiorano e ambicioso que vai trabalhar na empresa de um rico e bem sucedido tio. A principio, seu tio, lhe arruma uma posição pouco expressiva, onde conhece a humilde Alice Tripp (Shelley Winters) com que se envolve amorosamente. Logo, a boa disposição do rapaz para o trabalho chama a atenção do seu tio que resolve promover o sobrinho e abre-lhe às portas da alta-sociedade local. Nesse momento começa derrocada moral de George.

Eastman começa a visualizar uma vida melhor. Começa a freqüentar festas e conhece a bela Angela Vickers (Elizabeth Taylor), garota de família tradicional por quem se apaixona e é correspondido. Seu romance com Alice começa a ser um incomodo, ainda mais quando ele descobre que a garota está grávida e quer que ele assuma a situação.
A partir daí, o triangulo amoroso começa a tomar cores trágicas e fatalistas.

Filmado magistralmente em preto&branco, o filme levou o Oscar de melhor fotografia em 1951 além de mais cinco prêmios: Melhor diretor, Melhor figurino, Trilha sonora.
Edição e Roteiro Adaptado, todos merecidos até a ultima gota. E para ser honesto, faltou ainda o de melhor ator para Clift, um dos maiores atores do cinema de todos os tempos. As feições e as expressões do ator nesse filme transbordam toda tensão, desencanto e emoção necessária. Um grande trabalho.

O filme é esteticamente perfeito. Apresenta abusados takes feitos em ângulos inéditos, como as famosas tomadas “por cima dos ombros” das personagens e o excelente desenvolvimento do roteiro que manteve o realismo da trama original ao mesmo tempo em que inseriu muitas passagens enigmáticas e sugestionáveis – Gambs, realmente eu não sei o que significa aquele “ Tell mama...” que Elizabeth Taylor diz no filme, mas a cena é bem e vibrante e emocionante.

Como toda obra de arte, o filme é atemporal. Não sofreu limitação na forma e principalmente no conteúdo. Pelo contrário, a tragédia é cada fez mais atual e presente na sociedade ocidental onde todos querem tudo e a felicidade está intrinsecamente ligada a riqueza e bens materiais.

Filmaço!

Um comentário:

  1. Rsrsrs...amor,esse "Tell mamma" será sempre um enigma...

    Mas,valeu a pesquisa,meu amor!
    O que mais importa é que fiquei muito feliz por assistir ao seu filme predileto contigo!Além de tudo de bom que o filme apresenta,não dá para ignorar que a beleza da Liz Taylor é algo avassalador!

    Beijos e mais beijos da sua eterna apaixonada...

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