sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain - 2001



“Em um mundo tão morto, Amelie prefere sonhar até que ela tem idade suficiente para sair de casa” o narrador.

Sensível, inteligente, romântico, imprevisível, dinâmico, alucinado e original são só alguns e os mais óbvios predicados que saltam aos olhos dos espectadores depois de assistirem a “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, 2001) do diretor francês Jean-Pierre Jeunet .


Com uma trama simples, mas contada de maneira fantástica, conhecemos a história de Amélie (Audrey Tautou), desde sua infância, quando por conta de um problema cardíaco imaginado por seu pai, a garota é criada isolada do mundo.
Educada pela mãe carinhosa (que morre ainda no começo do filme, deixando a garota mais isolada ainda) e tendo pouco contato com o pai e em companhia de seu animal de estimação, um peixinho dourado suicida e sem amigos, Amélie teve uma formação inusitada. Cresceu sem malícia, sem maldade e com uma grande e fértil imaginação.


Tais características acompanharam Amélie até a sua maioridade, e a fazem ser uma pessoa diferente, altruísta e romântica e, de forma sutil, a garota influencia a vida de uma série de pessoas que a cercam. Tudo começa quando Amélie encontra em seu apartamento, uma caixinha de brinquedos escondida há anos. A garota decide entregar para o antigo dono do apartamento, um senhor solitário que se emociona ao encontrar os antigos pertences.


 Satisfeita pelo resultado de sua ação, Amélie passa a usar a sua imaginação para criar planos para mudar a vida de todos. A jovem une um casal, dá esperança a uma vizinha, se aproxima do pai e ainda de sobra conquista o seu grande amor, o maluco Nino Quincampoix

.
Entre as diversas qualidades do roteiro escrito por Guillaume Laurant, vale lembrar a divertida apresentação das personagens, onde cada uma se apresenta mostrando uma coisa que gosta de fazer. E os insights filosóficos que pontuam o filme: “Quando o dedo aponta para o céu, o imbecil olha para o dedo” diz uma das personagens.


Entre os fatores que agregam qualidade ao filme vale destacar o trabalho do elenco. Mathieu Kassovitz, Rufus, Dominique Pinon, Jamel Debbouze estão excelentes. Mas é prefeita e adorável a caracterização de Amélie pela atriz francesa Audrey Tautou. Com seu olhar assustado e suas feições admiradas dão à doçura necessária que a personagem necessita.


A trilha sonora a fotografia também fazem parte desse rol. A primeira, composta e executada pelo multi-instrumentista francês Yann Tiersen que dá destaque ainda mais ao lado romântico e mágico do filme. A fotografia bem cuidada, como em todos os filmes de Jenuet, tende um pouco ao exagero, mas de maneira positiva valoriza as cores e a luminosidade do filme. Tal aspecto salienta o ar fabulesco e onírico da história.


Uma comédia romântica que supera todas as expectativas, muito mais que um entretenimento descompromissado, o filme apresenta uma bela mensagem a respeito da vida e do jeito que às vezes nós a estamos levando. Um filme que encanta, diverte e emociona na mesma proporção.




2 comentários:

  1. Meu lindo amor...esse é,realmente "O" filme!
    Ao terminar de assistí-lo,tinha a sensação de dúvida...foi um filme ou era um lindo sonho?Daqueles que dá pena de acordar...

    Lindo demais,poético demais,suave demais...D+!!!

    A sensibilidade e delicadeza são maravilhosos!
    Vamos revê-lo ainda esses dias?Vamos,vamos?Diz que vamos...

    Beijos em forma de nuvens de algodão...

    Gam

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  2. Gambs, já está em casa e na fila para assistirmos.

    Beijos em alta-definição para você, minha musa.

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