sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Embriagados de Amor (2202) P.T.Anderson



Paul Thomas Anderson é um diretor à frente dos seus iguais. Seu nome está ligado a uma geração de realizadores que cresceu e aprendeu fazer filmes assistindo os clássicos da sétima arte. Os cineastas de VCR, como ficaram conhecidos, e tinham em suas fileiras figuras badaladas como Kevin Smith e Quentim Tarantino. P. T. Anderson não conseguiu a popularidade do primeiro e nem a fama do segundo, mas tem uma filmografia irretocável. Da sua cabeça saíram alguns dos melhores filmes dos últimos 20 anos – Hard Eigth (1996), Boogie Nights(1997), Magnólia(2002), Embriagados de amor “ Punch-Drunk Love” (2002) e Sangue Negro “There Will Be Blood” (2008) - e, na minha humilde opinião, ele é o mais talentos e relevante Diretor americano dessa safra.



Embriagado de Amor é a comédia romântica de P. T. Anderson e apesar da trama, inicialmente, não ser muito diferente do que vemos por ai, o filme apresenta conclusões e situações originais e corajosas, bem ao seu estilo. Só para lembrar, estamos falando do mesmo cineasta que fez chover sapos em um filme, e em outro, fez um épico do universo dos filmes pornôs.



No filme, conhecemos Barry Egan (Adan Sandler), um empresário frustrado e problemático que vende desentupidores. Tudo em sua vida está desmoronando, desde sua vida profissional até seus relacionamentos pessoais. Egan freqüentemente tem ataques de fúria e de choro. É um comprador compulsivo de caixas de pudim, para acumular cupons de promoção que lhe valem milhagens aéreas e isso é tudo que o deixa menos infeliz na vida.



Certo dia é apresentado à misteriosa Lena Leonard (Emily Watson), amiga de uma de suas irmãs. Barry se apaixona por Lena, e tudo muda em sua vida. Egan passa a acreditar que sua atormentada e sem sentido existência pode ser melhor. Vai à procura de seu amor e vai lutar por ele, nem que para isso ele tenha que enfrentar uns mafiosos do outro lado do país.



O elenco ainda conta com o sempre brilhante Philip Seymour Hoffman, como um mafioso que passa a perseguir Egan, mas é a interpretação da dupla de protagonistas é que rouba o filme. Watson mantém sempre a excelência em seu trabalho, mas Sandler consegue uma atuação surpreendente e inspirada. Acostumado a fazer aquele humor acéfalo e grosseiro que sempre faz sucesso, caracteriza com apetite e entrega Barry Egan. Dá à personagem a carga dramática e cômica necessária. Certamente é o papel de sua vida.



O trabalho de direção de Anderson é como sempre deslumbrante. No filme encontramos sua assinatura técnica e estética: seus planos-seqüências elegantes, seus closes e seus enquadramentos inusitados, seus focos narrativos exóticos e suas composições de personagens bem cuidadas e seus símbolos surrealistas presentes no roteiro. A fotografia (ora carregada, ora contida), funciona muito bem expandindo o universo psíquico e o estado de espírito de Egan. E a trilha sonora de Jon Brion bem como a edição de som dá ritmo ao filme, ora isolando entre silêncios Sandler, ora servindo de pilar para a sua interpretação.



Apesar de todas as estranhezas presentes no filme, Embriagados de amor é um filme romântico e tem como matéria-prima o amor. E mesmo caminhando dentro desse universo explorado a exaustão, P T. Anderson consegue um resultado extremamente original e inteligente. UM belo filme! Para ver apaixonado, ou não.

3 comentários:

  1. Aiiii,que vontade de largar tudo aqui,correr para te resgatar no trabalho e seguir para a nossa cassinha para assistir a esse filme agarradinha a você,meu lindo!!!
    Amooooooo seus textos!Cheios de vida,de entusiasmo,suas críticas são perfeitas!

    Beijos,beijos e muito mais beijos daquela que é apaixonada por você!

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  2. Gambs,
    Engraçado, tenho essa vontade de ficar agarrado com você o dia inteiro.... já-já, amor.

    Beijos daquele que só pensa em você!

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