sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - 2004


“Feliz o destino da inocente donzela, esquecendo o mundo e sendo esquecido por ele, brilho eterno de uma mente sem lembranças; Toda prece é ouvida, toda graça é alcançada.”
Alexander Pope

“Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos."
Friedrich Wilhelm Nietzsche

O Filme de amor escrito pelo mindfucker master, Charles Kaufman, e dirigido pelo francês Michel Grondy, seu habitual colaborador, é uma daquelas obras que dividem opiniões em extremos. É simples: uns amam, e outros odeiam. Enquanto uns vêem como vício sua montagem fragmentada, seus confusos saltos temporais e sua excentricidade narrativa, outros, categoria a qual me incluo, vêem como virtudes.



Um dos melhores filmes da década - Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of a Spotless Mind / EUA, 2004 – conta de maneira inusitada e criativa a história de amor entre o caladão Joel (Jim Carrey em ótima atuação) e maluquinha de cabelos multicoloridos Clementine ( a sempre excelente Kate Winslet).

O casal tem personalidades antagônicas. Enquanto o homem é retraído e introspectivo. “ Por que me apaixono por toda mulher que me dá qualquer tipo de atenção?” escreve sobre si em seu diário. A mulher é atirada, extrovertida e impulsiva. “Muitos caras acham que eu sou um conceito e que eu os completo, ou que eu vou dar vida a eles. Mas eu sou só um garota ferrada procurando pela minha paz de espírito." diz sobre si, em uma parte do filme.



O casal rompe e Joel fica inconformado com a atitude de Clementine, que através de um moderno procedimento médico remove às lembranças do relacionamento dos dois. Revoltado por ter sido “deletado” das memórias da namorada, Joel resolve dar o troco na mesma moeda, e em meio a processo de remoção de memórias, o rapaz analisa melhor seu relacionamento e tenta de todo jeito esconder suas doces lembranças do procedimento.

A partir deste argumento, Kaufman cria sub-tramas onde desfilam personagens exóticas e diálogos inspirados e situações insólitas tanto na realidade, onde os técnicos trabalham para remover as lembranças de Joel e dentro de sua cabeça, onde a personagem de Carrey faz de tudo para tentar conservar as lembranças da amada. O elenco é excelente e é completo por Kirsten Dunst, Mark Rufallo, Elijah Wood que fazem parte da equipe técnica da empresa que apaga as mentes, e do sempre competente Tom Wilkinson como o Doutor Howard Mierzwiak. Há ainda o uso inteligente dos efeitos especiais que realçam o sabor das viagens de Kaufman, criando um universo surreal e onírico no filme.



Em meio a todas as esquisitices que o filme sustenta, há um discurso coerente a respeito dos relacionamentos nos dias de hoje, sua superficialidade e sua descartabilidade. E há também as considerações de Kaufman à cerca do amor e da sua intangibilidade, pois mesmo com toda a eficácia do tratamento, o amor que Joel sente por Clementine não é apagado.

Ficção – cientifica, drama, romance e comédia são alguns dos gêneros por onde o filme passeia, o que torna difícil na sua classificação. Na verdade a única classificação que cabe aqui é sobre a qualidade do filme e, nesse quesito, a avaliação é a das mais favoráveis possíveis. Trata-se de um baita filme!


3 comentários:

  1. Ai,ai...que filme mais lindo!
    E que boa surpresa!Confesso que torcia meu nariz grego quando ouvia o nome de Jim Carrey...Sei lá,acho que depois de tantas micagens do Máskara e outros filminhos ficou tudo muito previsível...achava que ele só sabia atuar daquele jeito...rsrsrs.
    Outra boa surpresa foi da mocinha...ficou muito melhor como doidinha!Nada de mocinha na beira do navio,cortando os pulsos...blaghhhh!

    Fora tudo isso,adorei o filme!Chorei muito,como já reconheci no post anterior...
    Sensível,inteligente e interessante!Filmão!

    E vc,meu lindo,voltou com tudo depois de merecido descanso!

    Beijos fofos,macios e romanticos,meu amado!

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  2. Gambs,

    O Carrey fez bons filmes. O show de Truman, O mundo de Andy e Cine Majestic mostraram que ele não era apenas um ator de comédinhas para adolecente...vamos ver se eu mudo essa sua opinião.

    Ps: Seu Nariz é de ma Deusa Grega, isso sim.

    Beijos doces para você, Gam!

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  3. Essa má impressão já passou...e,claro,vc foi o responsável.
    Deusa grega...hummm...como vc é lindooooo!!!
    Amo você!
    Beijos,amor

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