segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As Comédias Românticas


Sabrina, clássica comédia romântica do mestre Wilder.

As comédias românticas são um dos gêneros cinematográficos mais bem sucedidos e comemorados da sétima arte.
Grandes gênios do cinema como: Chaplin, Cukor, Wilder, Nicholas, Capra, Allen, Truffaut entre outros fizeram grandes clássicos nesse gênero que faz todos nós, humanos, nos emocionarmos e sonharmos.

Há quem diga que o amor é uma invenção do comércio. Outros que dizem que é uma manifestação de hormônios voltada para a procriação e a manutenção da espécie. E ainda há outros que o colocam como o grande objetivo da vida. A grande mola que impulsiona a humanidade. Quem está certo? Não sei. O conceito de amor é subjetivo e, como tudo na vida, não possui uma verdade absoluta. Acredito que cada pessoa no mundo tem que descobrir o que essa palavra de quatro letras representa para si, e mesmo assim nunca será uma verdade absoluta. Já vi românticos idealistas se transformarem em pessoas frias e descrentes por uma desilusão, como já vi também solteiras e solteiros convictos amolecerem e se transformarem em entusiastas apaixonados frente a um novo relacionamento. Em minha opinião, a grande verdade é que todos, independente de raça, credo ou gosto, sonham em encontrar uma pessoas que as entenda e que as complete, que vem de encontro com meu conceito de amor: Amar é entender e completar e ser amado é ser entendido e sentir-se completo.

Divagações à parte, voltemos ao cinema, que é a grande máquina de sonhos dos nossos tempos e o real objetivo deste post. Nem tudo é doce nos filme “água-com-açúcar”. Sendo um dos gêneros mais rentáveis da sétima arte, vemos uma enxurrada de filmes que repetem à exaustão as fórmulas consagradas, os arquétipos e as situações -Movies is business- e sendo assim, para que arriscar? Lançam trocentos filmes iguais e sem a menor a novidade e todos saem felizes: Os produtores enchem a burra de verdinhas, as mocinhas que sofrem com o sofrimento e se emocionam com os finais felizes, e os marmanjos que podem abraçar e consolar seus pares. Entretanto, cinema é – teoricamente – arte. E para ser arte é preciso ser novidade, senão deixa de sê-la.

A maioria das comédias românticas que vemos hoje são assim: copia de outros filmes, portanto sem o menor valor artístico. Temos ainda uma classe intermediária desses filmes que se não apresentam grandes inovações estéticas ou temáticas, pelo menos se destacam de alguma forma agregando algum valor artístico. E temos uns poucos filmes, o vintage dessas produções, os verdadeiros biscoitos finos que merecem o status de serem classificados como arte.

Nas páginas desse blog já falei sobre dois desses filmes, Confiança de Hall Hartley e Procura-se Amy de Kevin Smith, que você pode ler clicando nos nomes dos filmes. Nos próximos dias: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança de Michael Grondy, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain de Jean-Pierre Jeunet e Embriagado de Amor de Paul Thomas Anderson para fechar a lista.

3 comentários:

  1. Meu lindo...cada filme bacana!Brilho Eterno de Uma Mente Sem Memória foi o mais recente que assisti...você sabe...A-D-O-R-E-I!!!Para variar...cherei até não poder mais!E te enchi de beijos...
    Quero muito rever Amelie Poulain ao seu lado!
    E,acredite se quiser...até hoje,não assisti Sabrina!Pode até ser que no passado remoto,láaaa nos velhos tempos de sessão da tarde,eu o tenha visto...mas não lembro.
    Que tal acompanhar-me nessa jornada?
    Beijos cinematográficos para o meu amor verdadeiro!

    Gam

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  2. Rock and Roll, mafalgambs...quando vc quiser...
    beijos que desviam para o azul para você

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