terça-feira, 10 de novembro de 2009

Inimigos Públicos - 2009



Não resta dúvidas que Michael Mann é um dos maiores artesãos do cinema de ação. Basta lembrar de filmes como “Fogo Contra Fogo” (o  tiroteio derradeiro do filme é show de bola) e de “O Último dos Moicanos” (o filme inteiro é espetacular) para termos certeza da afirmação acima. Por outro lado, pelo menos para mim, falta algo que compromete grande parte de seus filmes: um roteiro melhor elaborado e uma construção de personagem mais bem acabada. Sempre que termino de ver seus filmes saio com a mesma impressão de que poderia ter sido melhor.

Em seu mais recente trabalho, “Os Inimigos Públicos” (Public Enemies, 2009) é assim também: o filme tem um apurado visual estiloso sobre um roteiro acomodado e cheio de clichês.

A narrativa acompanha a os últimos anos do lendário gangster americano John Dillinger (Johnny Depp, em interpretação contida, mas eficiente), suas fugas mirabolantes e forçadas, a caçada imposta por um grupo especial federal liderado pelo agente Mervin Purvis (Christian Bale, em interpretação minimalista e apagada) até a sua morte pelas mãos de um dos agentes.

O roteiro escrito a 4 mãos por: Roman Bennet, Ane Biderman, Brtan Burroucg e pelo próprio diretor tenta criar uma simpatia entre os espectadores e a personagem de Depp, impregnando o gangster com o clássico estereotipo de bandido bonzinho e romântico. O roteiro ainda investe no açúcar, dando ênfase excessiva ao relacionamento entre o bandido e Billie Frechette (a bela e talentosa Marion Cottilard).

Louvável e admirável foi o resultado de Mann e Dante Spinotti (diretor de fotografia) ao captarem com as imagens do filme com câmeras digitais de alta definição em ambientes de pouca luz. As cenas noturnas e internas pareciam ballet noir e fantasmagórico. Estiloso!

No mais, tudo ok. Casting: ok! Trilha sonora: ok! Direção de arte: ok! E a sensação que poderia ter sido melhor: ok também!

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