terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Mundo Imaginário Do Doutor Parnassus - Terry Gillian




Sempre foi assim. Desde os tempos do genial Monthy Python, a matéria prima principal do trabalho do americano Terry Gillian, sempre foi a fantasia. Todos os seus trabalhos como diretor, ainda na trupe inglesa, como tresloucado “Monthy Pynthon Em Busca do Cálice Sagrado” de 1971 (Monty Python and the Holy Grail), posteriormente, passando pelos excelentes e cults “Brazil” de 1985, “As Aventuras do Barão Munchausen” de 1988(The Adventures of Baron Munchausen), “O pescador de ilusões” de 1991 (The King Fisher), “Os 12 Macacos” de 1995 (Twelve Monkeys), e “Medo e delírio” de 1998 (Fear and Desire), o mundo que o diretor apresenta é um lugar onírico, barroco e surreal que esbanja criatividade e poesia. Adoro seu trabalho!

Seu mais novo filme, O Mundo Imaginário Do Doutor Parnassus (The Imaginarium of Dr. Parnassus) além do humor delirante e da sutil critica ao modo de vida acelerado ocidental, possui essa qualidade excepcional, tudo no filme, desde os figurinos criativos e extravagantes - a direção de arte onírica - o trabalho do elenco quase caricato - leva o espectador a uma viagem mágica à fantasia.


Na trama conhecemos uma trupe de teatro mambembe formada pelo: Doutor Parnassus (Cristopher Plumer), Valentina (Lily Cole), filha de Parnassus; Percy (Verne Troyer) e Anton (Andrew Garfield) que percorrem as ruas de Londres oferecendo diversão e fantasia para os espectadores. Entretanto, nem tudo está bem para o grupo. Parnassus, um homem com milhares de anos de vida que perdeu uma aposta com Nick, o diabo (Tom Waits), e tem que entregar a alma de Valentine.


Junta-se a trupe Tony (primeiramente interpretado por Health Ledger, morto no meio das filmagens e depois substituído pelos atores Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell – uma puta sacada, dado o aspecto delirante do filme), um golpista perseguido pela máfia que perde a memória após uma simulação de suicídio. O malandro aparece na vida do grupo em boa hora, pois o diabo sugere outra disputa com Parnassus para ver quem consegue mais almas, e Tony vai usar toda sua lábia para ajudar o imortal na peleja com o tinhoso.

Mais que filmes, Gillian oferece experiências visuais de beleza plástica incomuns. Toda sua equipe técnica parece ter acesso aos seus delírios. Principalmente a fotografia de Nicola Pecorini, os efeitos especiais de Mike Vézina e a direção de arte de Dan Hermansen e Denis Schnegg.

O filme é bom e apaga a má impressão que Gillian tinha deixado com o seu último e desnecessário: Contraponto de 2005. Quem se permitir, fará uma bela viagem ao mundo louco e delirante do Diretor!


3 comentários:

  1. E bota doideira nisso!O filme é uma viagem fantástica!A cada pessoa que atravessa as cortinas do Dr.Parnassus,presenciamos uma doce loucura no filme...que é delicioso!
    Tá certo que assistí-lo na virada do dia foi um desafio para mim...rsrsrs...mas ele teve o dom de manter-me desperta!E isso não é pouco não...rsrsrsrsrs.

    Mas a companhia do meu amado foi a garantia de estar disposta!Amor,você é minha erfeita companhia...

    Beijos cinematográficos!

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  2. Gambs, meu amor,
    A maratona foi inetnsa, mas valeu a pena, não?
    Prepare-se, pois no próximo final de semana tem mais!
    Beijos...ora apaixonados, ora carinhosos...

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  3. Obaaaaaaa!
    Com certeza,será perfeito!Pois sua companhia é a garantia de felicidade completa!

    Beijos ora calientes,ora ternos...

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