terça-feira, 13 de outubro de 2009

Murilo Mendes

Abismo


Todos me indicam o caminho contrário.

Bebi na música
E fechei-me a sós com o sonho.

Quando acordei
Haviam destruído os gramafomes
E a treva anterior envolvia a cidade.

O mar passava nos braços
Uma pulseira de mortos.
Abri um pé de magnólia
Dando sombra ao Minotauro.

Desde então
Um peito é zona de guerra,
Fiz um eixo com as estrelas.

A poesia em pára-quedas
Tanto desce como sobe

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