quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Frederico Garcia Lorca


O POETA PEDE A SEU AMOR QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

2 comentários:

  1. Ah...amor meu...COMO EU TE AMO!
    Quisera ser uma fada,para flutuar sobre ti todo o tempo,a te afagar a face suavemente,com toda a doçura e encher teu peito de batidas serenas...Apenas isso.Nada mais.Preencher teu coração com felicidade.Nada de aflições.Nada de sobressaltos.Poupar tua existencia de qualquer desgaste,qualquer assombro.Quisera ser tua fada...

    Beijos cheios de amor...

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  2. Gambs, você não é somente e apenas minha fada (dos dentes, é claro) como meu anjo da guarda que cuida de mim e enche minha vidas dos melhores e mais deliciosos sentimentos.

    Beijos inoxidantes para você, amor!

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