quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fome de Viver (The Hunger) - 1983



O ano era 1983. O irmão mais novo – e menos talentoso - de Ridley Scott, Tonny, fazia seu debute no cinema americano. Fome de Viver (The Hunger), um filme de terror cheio de estilo que renovava o mito do vampirismo, cuja fórmula já apresentava um grande desgaste. O filme teve um desempenho abaixo das expectativas na época de seu lançamento, mas conquistou o status de cult e ainda hoje, 26 anos depois, mantém o charme, o impacto e a legião de fãs.


Deneuve e Bowie

Na trama vemos Miriam Blaylock (Catharine Deneuve, belíssima), uma vampira milenar que passa os dias tocando piano, arrumando amantes e rasgando-lhes os pescoços atrás de sangue, claro que com muita classe e estilo. Ela tem um companheiro tanto na música como na matança, John Baylock ( David Bowie). John não é tão velho quanto Mirian, mas já tem alguns séculos de idade e diferente da parceira, em uma certa manha, começa apresentar sinais de envelhecimento. Preocupado, procura ajuda com uma médica especialista em casos de envelhecimento, a Doutora Sarah (Susan Sarandon).
Mas não é só John que se interessa pela médica. Miriam, ao perceber que o caso de John é irreversível encontra em Sarah uma substituta para o amante, que envelhece em uma velocidade aterrorizante.


Deneuve e Sarandon

Com um trabalho de elenco excelente: Deneuve está prefeita com sua beleza gélida, distante e sedutora; Sarandon também dá um show emprestando inconformismo, fragilidade e força na medida que sua personagem pede; e David Bowie, que consegue um resultado surpreendente passando toda melancolia silenciosa de uma pessoa que viveu séculos e de repente, em um único dia, vê seu corpo envelhecer sem poder fazer nada.


Deneuve e Sarandon

A maioria das cenas do filme se concentra na mansão de Mirian, que em conjunto com a fotografia escura e a trilha sonora melancólica – Bauhaus, Schubert entre outros - criam uma atmosfera soturna e fantasmagórica.

Assim como a direção de arte elegante, a fotografia gótica, trilha sonora sorumbática e o roteiro spleen-romântico, a sensualidade do filme também contribuiu para formação da aura cult que o filme carrega até hoje. É inesquecível, embora hoje em dia nem tão ousadas, as cenas protagonizadas pela dupla Denevue /Sarandon. Lembro que nos meus tempos de adolescente, eu e meus amigos sonhávamos em encontrar uma dupla de vampiras como aquela.

3 comentários:

  1. Nossa...que casa é aquela???
    Cortinas esvoaçantes como moldura de janelões românticos...numa sala imensa...aquele piano...quanta poesia!
    Linda fotografia...apesar de ser praticamente todo feito com cenas internas,ele consegue transmitir muita poesia e a tal melancolia da época...

    Adorei o filme,meu amado!

    Beijos poéticos...

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  2. Gambs,
    Que vampiras que nada, meu negócio é você!
    beijos vampirescos para você!

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  3. Hummmm...mas sem cruz ansata por perto,ok?rsrsrs

    Beijos sem fim!

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