quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Algo que Você Precisa Saber - 2008





Depois de umas semanas vendo filmes pesados e obscuros como o terror sueco “Deixa ela entrar”; a comédia de guerra do Tarantino, “Bastardos Inglórios”; e o suspense meia boca do afetado Domenic Sena “Terror no ártico”, nada melhor que uma comédia delicada e inteligente para ficar mais leve. O filme “Algo que Você Precisa Saber (Quelque Chose a Te Dire)”, produção francesa escrita e dirigida pela belga Cécile Telerman cumpriu bem essa função.

O filme é um mergulho na fixação francesa de entender, ou de tentar, as relações humanas dentro de uma das suas mais representativas instituições, a família. Assim nos é apresentada a família Cellier, perfeita por fora e cheia de falhas por dentro. Ou seja, a verdadeira família-margarina... Todos à mesa, reunidos para as refeições onde, além dos pratos (normalmente à base de arroz) são apresentados as dores e os podres de cada membro... Coisas bem mais indigestas.

Os seus componentes são apresentados um a um, sempre sob alfinetadas de Mady (Charlotte Rampling em excelente atuação) a poderosa mãe, que dispara contra tudo e todos.
Nada é capaz de satisfazê-la... Antoine (Pascal Elbé) o filho falido, casado com uma nora inteligente, porém, feia em sua concepção. Alice (Mathilde Seigner), a filha-problema, deprimida, artista que vive às voltas com drogas e homens que mal conhece...
Annabelle (Sophie Cattani) a caçulinha, uma enfermeira que tem um amor à profissão admirável e adora ler a sorte da família no tarot...Henri (Patrick Chesnais) o marido, recém-aposentado que vira um estorvo dentro de casa...Mas é o bombeiro mais solicitado, devido às suas relações influentes, para apagar os incêndios familiares....

Tudo ia muito bem, sob a maquiagem materna que insistia em esconder o sol com uma peneira, até que por uma dessas coincidências da vida e dos filmes, surge um segredo do passado materno que abala toda a estrutura familiar...
Jacques de Parentis (Olivier Marchal), um policial em crise existencial e um enorme buraco na alma surge no caminho da filha-problema, trazendo luz para a vida da artista e iluminando a sua própria. Porém, consigo também trouxe o tal segredo. E tudo muda. Na vida de ambos e na vida de toda a família.
Inicia-se aí um rocambole de detalhes, cenas, diálogos que apesar de confusos em alguns momentos, não deixa a desejar e conduz o filme a um desfecho sensível e confortável.

2 comentários:

  1. Gambs,

    Parabéns pela estreia e que esse seja o primeiro de muitos posts seus aqui no agora NOSSO BLOG.

    Cofesso que quando a trama comçou a ficar rocambolesca e folhetinesca, perdi um pouco o interesse, mas acho que até isso foi um recurso irônico da diretora/roteirista.

    Que interpretação da Charlotte Rampling! Valeu o ingresso ver ela destilar veneno com um humor bem cínico e sofisticado.

    Um beijo, meu amor!

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  2. Hummm...obrigada,amor!Foi delicioso brincar de Eraserman!Vamos repetir a dose sim!rssrs

    Eu amei o filme!O fato de a mocinha-problema ter sido a condutora da solução dos dramas familiares me deixou feliz!Fora os buracos das almas terem sido vedados por completo...

    Além do mais,estava em sua companhia...que mais poderia querer para me fazer feliz?

    Beijos cheios de admiração e sonhos...e suspiros...ai,ai...

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