segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Morangos Silvestres 1957 – Ingmar Bergman


O Raod-movie existencial de Bergman!

Qualquer lista de “melhores filmes de todos os tempos” que se preze, tem que ter no topo “Morangos Silvestres” (Smultronstället, 1957) filme do mestre Ingmar Bergman. E é isso mesmo que acontece. Quando o filme do diretor sueco não está em primeiro lugar, fatalmente está nas primeiras colocações. Pois bem, se você é uma pessoa que acha esse papo de listas uma babaquice, os cânones uma bobagem e os críticos uns arrogantes que nada sabem, assista a esse filme e DUVIDO que não se sinta tocado, emocionado e não reflita sobre a brevidade da vida, as efemeridades que carregamos como algo aparentemente importante, a incomunicabilidade nas relações humanas e o completo silêncio de Deus. O filme tem uma carga filosófica muito presente e nem por isso é “difícil” ou “sem emoção”, e percorre todas camadas do sentimentos humanos. Um filme que tem como maior qualidade unir o aspecto emocional ao cerebral.
Bom, deixemos a tietagem de lado e entremos no filme.

O filme narra a viagem que o médico aposentado Isak Borg (Victor Sjöström, brilhante) fará de carro para Lund, na universidade da cidade, onde será agraciado com um prêmio honorifico. Paralela a sua odisséia real, Bergman costura uma viagem introspectiva onde Isak vai confrontar velhos fantasmas, em que passado e presente se chocaram. A morte o encarará e, o médico, ao recordar de paixão de sua vida, reencontrará sua paz interior e fará as pazes com a vida.

Escrito e dirigido por Bergmam, o filme ainda conta com um elenco primoroso, além da já comentada participação de Sjöström, temos em destaque as habituais colaboradoras do Mestre: Ingrid Thulin que interpreta a nora do médico, Marianne Borg; e Bibi Anderson em um papel duplo, primeiramente aparece como uma jovem cheia de vida para que o médico dá carona, e posteriormente como Sara, fantasma (ou alucinação) do grande amor de Isak. O casting dos filmes de diretor são sempre um show à parte. Desde a perfeita escolha dos atores, até toda carga cênica que o diretor importava de sua experiência nos palcos, funcionava de maneira sublime.

Divinamente fotografado por Gunnar Fischer, outro habitual colaborador de Bergman e um dos grandes responsáveis por essa admirável característica do cinema do Diretor: o perfeito casamento entre imagem e narrativa.
Grande filme! CINEMA com todas as letras maiúsculas!

Thulin, Andreson e Sjöströn

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