sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Esfinge Desleal




A Esfinge Desleal

Esfinge de perfume concreto,
E hálito azedo e tenaz,
Desleal como o peso do Sol,
Ou a ilusão de uma memória espectral.

Sonho de imagens rebeldes
Acabam com idéias de doçura.
Monstros ferozes devoram fragrâncias,
Luzes e cristais que nascem no anticéu.

Baila no palácio dos Deuses,
Cria sorriso de horizonte ocasional
És esfinge desleal:
Decifro-te e me devoras
Sem pudores e nem amores.

(Roberto Valerio Jr)

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