quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Entropia, um Soneto.


"É sem qualquer terror que eu vejo a desunião das moléculas da minha existência”
Sade

Amores e flores fortes me devoram.
Sinto músculos impossíveis harpejar.
Todos os fracassos voltam a me visitar
Nas noites sem dia em que almas gelam.

Humanos são imensos insetos confusos,
Perdidos nos campos solitários do mundo,
Alimentando o caos com  seu grito infecundo,
Queimando a esperança em ódios efusos.

A esperança apodrece nas ventas do espaço!
A luz e o calor se aniquilam sem estardalhaço!
Tudo se acaba em harmoniosa desordem!

Antes que todas as lágrimas transbordem
Quando a luz da última estrela derreter:
Absolutamente tudo irá se perder!
(Roberto Valerio Jr.)

2 comentários:

  1. Hummm...o lado suave da entropia!Ciência e poesia de mãos dadas!
    Adivinhe qual dos textos eu gostei mais?

    Beijos cheios do mais puro calor existencial de que se tem notícia nas galáxias!

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  2. Eu gostei desse aqui também, meu amor.

    Beijos que brilham no escuro, minha companheira!

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