sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Transformer – Lou Reed 1972


Just a Perfect Álbum

Lou Reed sempre foi um cara à margem. Nos final dos anos 60, enquanto na ensolarada Califórnia os hippies cantavam as delicias da liberdade sexual, das drogas e romantizavam a realidade, Reed ao lado de John Cale e a frente do Velvet Underground na cinzenta nova York, também cantava sobre liberdade sexuais, mas por outra ótica. Declamava sobre os efeitos devastadores das drogas pesadas e falava de seus iguais, pessoas que viviam à margem da sociedade de maneira amarga e ultra-realista.

Naquela época, Reed começava uma das mais integras e relevantes carreiras no meio musical. Uma carreira que teria seu ápice entre 1972 e 1973, com o lançamento dos álbuns Transformer e Berlin.

Transformer é o canto de cisne de Reed! Disco produzido por David Bowie, grande fã de Reed, e arranjado por além de cantor inglês, por Marc Ronson, guitarrista dos Spider of Mars e um dos maiores músicos da história do Rock .

O disco trazia toda a fúria e horror característico na obra de Reed frente ao Velvet, mas agora ao invés da erudição de Cale para fazer a contra-partida ao Rock nervoso de Reed, aparecia o tino comercial e a sofisticação musical de Bowie.

Maior sucesso comercial da vida de Reed, o disco é, para mim, perfeito. O álbum é aberto com a Bowieana “I´m so Free” depois é seguida pela clássica e maravilhosa: Vicious (com a matadora guitarra de Ronson), Depois temos “Satelitte of love”, uma das mais belas musicas já feitas e o Hit “Walk On The Wild Side”. As próximas músicas mostram o peso da produção e da influência de Bowie no trabalho de Reed: "Andy´s Chest", "New York Telephone Conversation", "Make Up", depois ouvimos a bela balada "Perfect Day" e a melancólica "Goodnight Ladies" fecha o álbum.


Um outro ponto de qualidade no disco são as letras de Reed. Dotado de irônia, aqui o cantor retorna ao universo que lhe é caro, suas letras são crônicas dos desvairados das ruas de Nova York. Suas letras são habitadas por travestis, bêbados, drogados e prostitutas e narram a vida alternativa que essas pessoas levam.

Baita disco!

Bom, faltou falar do Berlin, mas isso é assunto para outro post.


Bowie, Iggy Pop e Reed na época

Lou Reed - Vicious - live in Paris, 1974


3 comentários:

  1. She says, Hey babe
    Take a walk on the wild side
    Said, Hey babe
    Take a walk on the wild side
    And the colored girls go doo do doo do doo do do doo, ....

    Hummmm...tenho uma dancinha Gambs especial para essa música!
    Dance with me?

    Kisses...Miss Gambs

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  2. Tchado!
    Só se for agora, meu bem!

    Bjs.

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  3. Hummmm...então pegue minha cintura...pleeeeease...

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