quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Metamorfose Parte II – O dia que virei Ereiserredi

Certa Manhã, ao despertar de sonhos psicodélicos, existências, dadaístas e confusos, Zelão, também conhecido como Harry Potter Samsa, deu por si na cama transformado em uma gigante borracha com pelos no corpo. Estava deitado sobre o peito, tão industrializado que parecia um brinquedo infantil de látex e, ao levantar um pouco sua cabeça emborrachada, percebeu toda homogeneidade de seu novo corpo, sobre qual a colcha matinha uma firme posição. Como não possuía mais pernas, usava os pelos do peito para andar, que movimentava freneticamente como miseráveis e finas perninhas de inseto, que se agitavam desesperadamente diante de seu único olho.

6 comentários:

  1. Surreal!Adorei a narrativa da manhã caótica!
    Ou não teria sido tão caótica assim?!
    A descrição da homogeneidade do novo corpo transmite uma serenidade sem igual!
    Gostei demais!

    Beijos da sra. Ereiserredi

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  2. Vc possui um talento incrível,meu amado!
    Adoro seus textos...fico sempre de olho para acompanhar suas criações!


    Beijos da fã número um!

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  3. Ah, meu amor...Que bom que gostas. A sua opinião é a mais importante para mim. A que mais me interessa.

    Tietagem por tietagem, saiba que eu também sou seu fã número 1!

    Os melhores e maiores beijos, Gambs!

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  4. Há um pouco de Lautréamont nesse post: o plágio. Lautréamont foi um dos primeiros a defender o plágio como forma de arte. Os Situacionistas, depois, recuperariam a ideia de Lautréamont e fariam sua arte inspirada simplesmente no roubo da ideia alheia. Eu gosto disso.

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  5. Tenho uma opinião parecida com a sua, Edu...Não me angustio por minhas influências.

    Se não dá para rebaixar toda a obra shaksperiana, que foi genial, por sua polifonia com a tragicomédia clássica, por quê nós, pobres mortais ficariamos envergonhados de pegar uma simples ideia.

    Abraço, Veio..

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  6. Eraserhead disse...
    Amor,
    Há uns anos, um jornal(não lembro se a folha ou o estado)pediu para vários autores reercreverm o começo dessa história do Kafka.
    Ontem, veio uma inspiração e fiz esse brincadeira-homenagem para o meu escritor preferido.

    Bejos, meu doce!

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