quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Estrada Perdida( Lost Highway,1997) David Lynch


Dick Laurent is Dead! Diz a voz no interfone para Fred. Ele olha pela janela e não há ninguém lá. (trecho do filme)
Falar sobre os filmes do cineasta americano David Lynch não é uma tarefa das mais fáceis. Seus filmes dividem opiniões extremadas e polêmicas, justamente por apostar em um estilo de narrativa, aliás, de desnarrativa, cujos significados quase sempre não são claros, quando não completamente incompreensíveis.

Um dos grandes exemplos desses filmes é a Estrada Perdida (Lost Highway, 1997) onde o diretor ao lado do roteirista e Barry Gifford utilizam uma narrativa fragmentada e engmática, onde descaracterizam as personagens principais quebrando-a em dois pares para depois uni-las no final, para contar uma história de amor, ciúme, crime e loucura.
Um filme voltado para sensações e não para a compreensão, muito embora seja muito divertido imginar os significados por entre os signos difusos que Lynch lança no filme. apesar de se apresentar caótico, tudo no filme parece estar em harmonia. Começando pela magnífica trilha sonora composta pelo habitual colaborador de Lynch, Angelo Badalmenti, a fotografia estilizada e sombria até o roteiro labiríntico e incomum.

Na trama vemos Fred Madison (Bill Pulman), um saxofonista entediado casado com Renée (Patrícia Arquette), de cuja fidelidade o músico desconfia. Certo dia, eles encontram fitas cassete contendo imagens do casal dormindo feitas de dentro de sua própria casa. Mais tarde, Renée é violentamente assassinada e Fred é acusado pelo crime, é condenado e vai preso.

Na cadeia, Fred, transforma-se em Pete Dayton(Balthazar Getty), um jovem mecânico que, inexplicavelmente e toma seu lugar na cela. Pette, ao sair da cadeia, volta a trabalhar em uma oficina de carros onde presta serviços para Dick Laurent (Roberto Loggia), um gangster violento metido com pornografia e amante de Alice Wakefield (Arquette novamente, mas agora loira) com que o mecânico terá um perigoso envolvimento amoroso. A partir dai, qualquer tentativa de síntese passa a ser arriscada. Será a loucura de Fred, será um caso de possessão demoníaca, viagem interdimensionais ou simplesmente o mundo é um lugar caótico que pessoas mudam de identidade. Um Filme Mind fuck total.

No final dos anos 90, a primeira vez que vi o filme, fomos nós, los três amigos: Edu, Kosema e eu Eraser, vermos esse filme em um abandonado cinema na Brigadeiro Luis Antonio (não lembro o nome da sala). Eu sai completamente atordoado e com a melhor sensação que tenho quando vejo um filme muito bom. Senti-me desafiado e manipulado. Filmão, amigos e amigas!
Ah... Já ia esquecendo1: a Trilha sonora do filme e F... Além das composições de Badalamenti, tem: Lou Reed, David Bowie, Nine Inch Nails, Smashing Pumpkins e Tom Jobim. Do cacete!
Ah... Já ia esquecendo 2 : Roberto Blake(alguém se lembra do Baretta) interpreta no filme: Mistery man, personagem que só aparece para ferrar a cabeça de Fred ou Pette, sei lá quem .

Ah... já ia esquecendo 3 :Infelizmente, o filme não foi lançado em DVD aqui em terras brasilis, dá para descolorar em VHS fácil em algum sebo, ou baixar na net.
Pulman(Fred Madson)

Arquette(Renee e Alice)

Arquette(Alice) e Getty(Pette)
Blake(Mistery Man)

2 comentários:

  1. Estávamos falando sobre este filme pela manhã, e me lembrei da sensação que tive ao ouvir "Insensatez". Nunca a bossa nova foi tão triste e melancólica quanto neste filme. O engraçado é que acabei de postar um conto sobre a música... e achei um vídeo com as cenas do filme. Parece que fizemos uma dupla, meu bom Eraser!

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  2. Realmente, insensatez é uma das canções mais tristes que já ouvi. Tanto sua letra como a música são bem down, mas profundamente bela!

    Opa...tem post novo lá no barulho! Já-já vou ver!

    Cara, é sempre um prazer e uma honra fazer dupla contigo, mesmo que uma acidental dessa maneira.

    Abs,

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