quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dadá é ...

Hugo Ball de Marcel Janco 1916

— A fala não é o único meio de expressão. A fala é incapaz de significar as experiências mais profundas. a destruição do órgão da palavra pode ser uma forma de disciplina pessoal. Quando o contacto é interrompido, quando cessa a comunicação, começa o mergulho em nós mesmos, o desprendimento, a solidão. Cuspir as palavras — linguagem vácua, entorpecente, da sociedade. Simular modéstia, ou loucura, e permanecer tenso. Atingir uma zona incompreensível, imarcescível.
(Hugo Ball em "a fuga para fora do tempo")


DADA não significa nada.
nós queremos mudar
o mundo com nada”
Richard Huelsenbeck

” o que chamamos DADA
é um pedaço de estupidez
do vazio, no qual todas as
grandiosas questões se
tornaram envolvidas…”
Hugo Ball


” A arte morreu.
viva DADA!”
Walter Serner

“Liberdade: DADA, DADA, DADA
chorando abertamente as dores
constringidas, engolindo as contrastes
e todas as contradições, os grotescos
e as ilógicas da vida.”
Tristan Tzara


“DADA é o sol,
DADA é o ovo.
DADA é a polícia
da polícia.”

Richard Huelsenbeck

” O dadaísmo é alguém
que tem a paixão de viver em todas
as sua formas libertas e
que sabe e diz: A vida não está aqui,
mas da, da (ali, ali)!”
Johannes Baader

 "Até hoje é impossível constatar
 quem achou ou inventou a palavra Dadá,
ou o que ela significa"
Hans Richter

"Ball e eu descobrimos a palavra Dadá, por acaso, num dicionário francês-alemão, quando procurávamos um nome artístico para madame LeRoy, a cantora do nosso Cabaré. Dadá é uma palavra francesa, que significa cavalo de pau."
Huelsenberck


"Declaro que Tristan Tzara encontrou a palavra dadá em 08 de fevereiro de 1916 às seis da tarde. Eu estava presente com os meus doze filhos quando Tzara pronunciou pela primeira vez essa palavra que despertou em todos nós legítimo esntusiasmo. Isso aconteceu no Café Terasse de Zurique enquanto eu levava uma brioche à narina esquerda. Estou convencido de que esta palavra não tem nenhuma importância e que apenas os imbecis e os professores espanhóis podem interessar-se pelos dados. Aquilo que nos interessa é o espírito dadaísta e nós éramos todos dadaístas antes da existência de dadá"
Hans Arp

"Destruo as caixas cranianas e as da organização social. Desmoralizar em toda parte, jogar o homem do céu no inferno, voltar os olhos do inferno para o céu, reerguer a terrível roda do circo universal nos reais poderes e na imaginação de cada indivíduo."

"Ordem=desordem; eu=não eu; afirmação=negação: máxima irradiação da arte absoluta, absoluta em pureza, caos ordenado - rolar eternamente em segundos sem fronteiras, sem respiração, sem luz, sem controle - amo uma obra antiga por causa do seu caráter de inovação. Apenas o contraste nos prende ao passado."
Dadá não significa nada"- Dadá foi produzido na boca."
manifesto Dadá de 1918 - Tristan Tzara


"A arte vai adormecer. A arte imitativa, papagaida, substituía por Dadá. A arte precisa ser operada. A arte é uma exigência especial, aquecida pela timidez do sistema urinário, histeria, nascida no ateliê."
Tristan Tzara


 
"Todos vocês estão acusados: levantem-se! De pé, como fariam para ouvir a Marselhesa ou Deus Salve o Rei...

Dadá, sozinho não cheira a nada; não é nada, nada, nada.
É como as suas esperanças: nada.
Como o seu paraíso: nada.
Como os seus ídolos: nada.
Como os seus políticos: nada.
Como os seus heróis: nada.
Como os seus artistas: nada.
Como as suas religiões: nada.
Vaiem, gritem, esmurrem meus dentes, e daí? Continuarei dizendo que vocês são uns débeis mentais.
Daqui a três meses, meus amigos e eu lhes estaremos vendendo os seus retratos, por uns poucos francos."
Manifesto canibal Dadá, de Francis Picabia, lido

Campainhas, tambores, chocalhos, batidas na mesa ou em caixas vazias animavam as exigências selvagens da nova linguagem, na nova forma, e excitavam, a partir do físico, um público que inicialmente quedava atordoado atrás dos seus copos de cerveja. Pouco a pouco eram sacudidos e despertados de seu estado de letargia a tal ponto que irrompiam num verdadeiro frenesi de participação. Isto era arte, isto era vida, e era isto o que se queria."
Hans Hitcher



Fachada do mitológico Cabaret Voltaire

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