quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jules Et Jim (1961) Fancois Truffaut


Você me disse: "Amo você"
- E eu: "Espere"
Eu ia dizer: "Possua-me"
Você disse: "Vá"

Paris, 1912 - A Belle Époque. Jules (Oskar Werner) era um austríaco que vivia na cidade luz. Ele conheceu Jim (Henri Serre), um francês, e rapidamente viraram grandes amigos. Ambos tinham muita coisa em comum: eram escritores, boêmios e apaixonados pela vida e pela mesma mulher a imprevisível e doce Catharine (Jeanne Moreau). Com a primeira guerra mundial, os amigos são colocados em lados opostos no front. Os dois desejam não se encontraram para não terem que se enfrentarem no campo de batalha. Terminada a guerra, os amigos voltam a se encontrar, entretanto, Jim casa-se com Catherine, embora essa ainda continue a se relacionar com Jules. Esse é o argumento do magnífico Jules et Jim, um dos meus filmes de prefiridos e um dos maiores clássicos da história do cinema.


O filme foi escrito e dirigido por François Truffaut, baseado em romance de Henri-Pierre Roché e conta com muita sensibilidade e poesia a história de amor e amizade entre o trio de personagens. A narração começa de maneira divertida e leve enquanto conta a aventuras deles em busca dos prazeres da vida, mas vai tomando cores mais sombrias, dramáticas e trágicas no final, onde o amor sem limites e a incapacidade da felicidade causam sofrimento e destruição.

A direção de Truffaut é cheia de maneirismos da Novelle Vague francesa .O diretor mostra muito chame e estilo, principalmente na montagem fragmentada, original e cheia de saltos temporais. A narração em off e as legendas no meio das cenas também são compostas de maneira inteligente e criativa. A trilha sonora do filme é espetacular e composta por George Deleure, grande colaborador do realizador.

Mas o que há de melhor no filme é o desempenho do elenco. O trio está espetacular! Sobretudo Werner, que foi um dos mais importantes atores da história do cinema europeu, e Morreau que criou uma personagem marcante e eterna, um misto de anjo e demônio que ainda hoje causa discussões acaloradas em cinéfilos do mundo todo, uns defendendo, uns condenando sua Catharine. Eu a adoro! Não me canso de vê-la nesse filme com aquele bigode pintado no rosto correndo, andando de bicicleta rindo como se não existisse amanhã.

O filme, apesar do final fatalista e dramático, continua sendo um hino ao amor, a amizade e a vida. Cinema com “C” maiúsculo!





2 comentários:

  1. Ah, agora vc exagerou! Chico, Smiths, Depeche, Beatles! Casamento Silencioso, que estou louca pra ver mas não tô em SP... e agora isso?! Que menino inspirado! Nem preciso dizer nada, né? Só que AMO o trabalho do Delerue nos filmes do Truffaut, as músicas são mesmo maravilhosas...

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  2. Kika,
    Um baita feriadão e eu aqui, enjaulado e trabalhando (enrolando é um termo melhor).
    Dai resolvi programar uns posts para os próximos dias, mas fiz alguma coisa errada e apareceram todos de uma vez (rsrs).

    Delerue é daqueles poucos músicos que conseguem cria uma atmosfera perfeita para imagem. Vejo sua colaboração com Truffaut como uma das mais bem sucedidas da história do cinema!

    Quando voltar de viagem, vá ver o Casamento Mudo. Altamente recomendável!

    Bom divertimento ai em seu passeio e bom retorno.

    bj

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