quarta-feira, 24 de junho de 2009

Trama internacional (2009) Tom Tykwer


Trama internacional (The International, 2009)”, o novo filme do diretor Alemão Tom Tykwer, é a maior prova que as vezes uma grande ideia, um grande diretor, um bom elenco não conseguem alcançar um resultado satisfatório.

Vamos aos fatos: um filme que explora o lado negro do capitalismo e expõe a ganância de algumas dessas corporações nefastas é algo que além de super-atual poderia render uma excelente trama; O diretor Tom Tykwer, que surgiu em 1998 com o frenético "Corra,Lola,Corra", é um dos mais versáteis e talentosos diretores da atualidade; O elenco do filme conta como protagonistas um dos grandes astros do momento, Clive Owen e a talentosíssima Naomi Watts, além do apoio de atores como, Ulrich Thomsen e Armin Mueller-Stah. Resumindo: tinha tudo para ser um filmão, mas na verdade foi um filminho!

O filme narra a história de Louis Sallinger (Clive Owen), um obsessivo e motivado agente da Interpol que tenta expor uma grande corporação financeira em uma investigação que envolve acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e assassinato. Naomi Watts interpreta Eleanor Withiman, uma promotora de justiça de Manhatan que auxilia o agente em sua missão.

O filme tem um ritmo bem acelerado e possui cenas de ação muito bem construídas, porém, a trama e as personagens não se desenvolvem de maneira satisfatória. O elenco do filme também é negligenciado. Principalmente o papel de Watts, que fica omissa e em segundo plano esperando que a personagem de Owen resolva tudo na bala. As reviravoltas na trama, tema tão utilizado nesse tipo de filme, não se desenvolvem de maneira convincente e o final do filme é moralista e decepcionante. No cinema de Tykwer sempre há esse aspecto moral, ideológico e romântico, e por mais que seus filmes tenhas tramas diferentes entre si, da para perceber essa sua unidade autoral. Entretanto, ao passo que nos seus filmes antigos essas características são costurada de maneira hábil e engenhosa, nesse aqui é mais do mesmo.

Todo mundo adorou a sequência do tiroteio de mais de 15 minutos dentro do Museu Guggenheim em Nova York. Foi tudo ok. Bem coreografado e bem realista e tudo mais, mas é pouco para salvar o filme.

Se você gosta desses Trillers de ação pouco cerebrais como a trilogia Bourne vai gostar do filme. Agora se você for na intenção de ver um filme ação mais elaborado, vai sair decepcionado.

6 comentários:

  1. Vc achou o final do filme moralista? Eu achei exatamente o contrário: o "grazie" do assassino para Sallinger (o autor do "O Apanhador no Campo de Centeio?"), para mim, mostra que o ditado da minha avó (a maior filósofa de todos os tempos, segundo Nietzsche) é bem real: De boas intenções o inferno está cheio. Ser bonzinho apenas ajuda quem é do mal e esperto...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Fala ai, Edu... Faz tempo que o senhor não deixa um comentário aqui no blog, hein!?

    Realmente o "grazie" deu um toque irônico para a cena, mas o final do filme, cujo mocinho encurrala o bandido, pensa em matá-lo diante de toda maldade que ele cometeu, mas não o faz, pois dessa forma seria igual ao bandido. Hum...
    O aparecimento do assassino mafioso resolve o problema moral do filme: O bandido é punido e o herói não suja as mãos!

    Grande abraço, meu velho...

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  4. Realmente,a sequencia do Museu impressiona!Deu peninha do Guggenheim...paredes que viram peneira...rsrsrs.

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  5. Olá Gambs,

    Faz tempo que a senhorita não deixava um comentário aqui também!
    Nem imagino o que pode estar tirando o seu tempo, enfim...

    Muito bem-feita a cena mesmo...A produção fez uma réplica do museu em Berlim em um galpão para detoná-lo no filme.

    Beijos

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  6. Belíssima réplica,por sinal...muito bem feita e uma produção à altura!

    Meu mundo real anda absorvendo-me por completo,Eraser...O virtual é bacana demais,mas a realidade ,cada vez mais,tem sido maravilhosa!

    Beijos

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