quarta-feira, 3 de junho de 2009

Prorcura-se Amy (Chasing Amy) 1997 - Kevin Smith

Eu te amo e não é como amigo, embora sejamos ótimos amigos. E não é de forma inocente, embora seja como você chamaria. Eu te amo. É simples. De verdade. Você é a epítome de tudo que sempre quis num ser humano. Você me considera um amigo, e ser mais que isso jamais passaria pela sua cabeça, mas eu tinha de me abrir. Não aguento mais. Quando estou do teu lado, quero te abraçar. Olho nos seus olhos e sinto aquele desejo dos romances baratos. Não posso falar com você sem querer expressar meu amor. Sei que provavelmente você vai estragar nossa amizade, mas eu tinha de falar, porque nunca me senti assim antes e pouco me importa. Gosto de como sou por causa disso. E, se confessar isso significa que não vamos mais nos ver, vou sofrer, mas não podia passar nem mais um dia sem te falar não importa o que aconteça. E, pela sua expressão, será a inevitável rejeição. Mas tudo bem... Aceito isso. Mas sei que uma parte de você está hesitando um pouco. O que significa que você também sente alguma coisa. Só peço que não ignore isso e pense no que sente por dez segundos. Nenhuma outra pessoa nesse planeta jamais me fez a metade do que sou com você. E eu arriscaria nossa amizade para mudar as coisas “... (Holden se declarando para Alyssa em uma noite chuvosa dentro de um carro)

Procurando Amy é o filme mais maduro e bem acabado do "Master of nerds" Kevin Smtih. O filme foi feito quando o diretor era apenas um dos mais promissores diretores americanos e não a cópia tosca de si mesmo que infelizmente vemos em seus últimos filmes

O filme é uma comédia romântica divertida e original que narra a história de Holden McNeil (Ben Afleck) e seu amigo e sócio Banky Edwards (Jason Lee), Roteirista e desenhista e arte-finalista, respectivamente, de uma cultuada revista em quadrinhos.


Holden (Afleck) e Blanky (Lee) observam incrédulos a intimidade das garotas


Durante uma Convenção Anual de quadrinhos, Holden conhece a bela escritora de revistas, Alyssa Jones(Joey Laren Adams). O roterista acredita ter encontrado a garota de seus sonhos e vão tomar tomar uns drinks. No dia seguinte eles se encontram em uma festa e o rapaz ve suas expectativas serem frustradas. Ela está acompanhada de uma "mais-que-amiga" e ele descobre que a garota tem preferências sexuais idênticas as suas.

Diante da impossibilidade de se relacionarem amorosamente, os dois estabelecem entre si uma forte amizade. Entretanto, o rapaz ainda apaixonado, se revela à garota e sente que é correspondido. O rapaz insiste na investida e faz a garota ver que eles podem ser mais que amigos. Mas os preconceitos de Holden com o passado da garota e uma nova descoberta quanto ao seu amigo Banky, o impulsionam a fazer uma proposta inusitada à Alyssa, o que pode ser o fim do relacionamento dos dois.

Repleto de referências à cultura pop e diálogos inspirados, o filme passeia por assuntos complexos e tabus sociais com muito bom humor. O roteiro de Smith, sem tomar caminhos previsíveis, faz uma análise interessante sobre os relacionamentos humanos, tanto em termos amorosos quanto aos referentes à amizade.


Afleck e Laren Adams
Smith também se mostra bem à vontade com o elenco. Consegue construir personagens simpáticas e convincentes e tirar interpretações excepcionais de Laren Adams e de Affleck. Mas quem rouba a cena mesmo é Jason Lee. Seu maluco e amoral Blanky carrega quase toda a carga cômica do filme nas costas, desferindo piadas mal intencionadas e politicamente incorretas a todo o momento.

E há ainda a participação das personagens constantes de seus filmes, O Silent Bob (interpretado pelo próprio diretor) e o "passa-mal" Jay (Jason Newell) em passagem divertidíssima.

Um grande filme! Um dos melhores da década passada! Cinema com "C" maiúsculo!

6 comentários:

  1. Ameeeeeeeeeeeeiiiiiiiii esse filme!!!

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  2. tb adoro esse filme, uma graça!! Mas "cópia de si mesmo"? e Dogma? acho o mais original de todos, e engraçadíssimo!

    bjs.

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  3. Si,

    Esse filme é demas mesmo!
    A julgar pelos seus gostos, sabia que você iria gostar.

    bj

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  4. Kika,

    Bem lembrado, O dogma é muito bom! But...
    Eu não sei você, mas acho que a fórmula que ele usava tão bem no passado, as piada de conteudo pop e as situações bizarras, hoje em dia não têm o mesmo vigor e o mesmo apelo.

    Obrigado por seus comentários. Eles contribuiem muito para que reveja alguns pontos.

    bj

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  5. humm, sei.. é, pode ser.

    imagina, é sempre um prazer xeretar por aqui, menino de bom gosto!

    bj.

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  6. Excelente resenha. Descreveu com maestria o que o filme representa.
    Tinha tudo para ser mais um enlatado estadunidense banal, mas o filme surpreende bastante.

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