segunda-feira, 11 de maio de 2009

Eraserhead - 1977

A paternidade segundo David Lynch.

Henry Spencer(Jack Nance) é um Homem com os cabelos penteados para cima, uns 5 centímetros pelo menos, com um olhar vidrado, quase alucinado e trajando um terno preto. Ele esta em "férias" e é convidado para jantar na casa de uma ex-namorada, Marcy X(Charlotte Stweart). Chegando lá logo conhece a família X, o pai ri assustadoramente. A mão entra em transe ao ver Henry cortar um frango, que solta uma gosma nojenta. A avó catatônica em uma cadeira de rodas possui um único traço humano, fuma. Nesse jantar, que mais parece um pesadelo dentro de um pesadelo, a Sra.X anuncia que sua filha está gravida e que Henry é o pai. Quando a criança nos é mostrada vemos um ser monstruoso e repugnante.

Henry Spencer ( Jack Nance)
Desse jeito, David Lynch nos dá seu cartão de visitas, se apresenta e mostra por que veio. Um filme tão bom quanto radical. O filmes demonstra a mesma retumbância de "Um cão andaluz" filme de estreia de Luís Bunuel que o dirigiu em parceria com seu, no momento amigo e parceiro Salvador Dalí.

O filme foi feito em 5 anos, foi interrompido diversas vezes pro falta de dinheiro e foi gasto US$ 10.000,00 para a sua conclusão.

Cabeça decepada de Henry, um sonho dentro de um sonho

É praticamente impossível definir e representar o filme devido a inúmeros valores que determinadas situações podem ter, mas numa interpretação pessoal, o filme parece ser uma fábula sufocante a respeito da paternidade, coisa que Lynch nunca confirmou. O diretor se mostra desconfortável ao analisarem a sua obra a procura de sentindo, o que parece ser certo.

Filmes como os deles valem pelo prazer estético.Vale o que despertam em quem vê. Assistir a um filme desses tentando entender e reduzir seu efeito cartasico.

The Lady in the Radiator(Laurel Near)

No filme há momentos de puro delírio, tão desconexos quanto assustadores, por exemplo a sequência em que Henry perde a cabeça, um garoto a encontra e a leva para uma fábrica de lápis onde com um pedaço dessa cabeça, fazem a borracha que vai em cima do lápis. Achou estranho?

Ou na parte onde aparece uma mulher com uma voz angelical cantando dentro de um radiador, a "lady in the radiator"(Laurel Near). Bizarro?

Vemos também no filme elementos comuns à filmografia de Lynch, como os palcos, as cortinas, as canções doces, todas assustadoras e oníricas dentro de seu simbolismo obscuro. Surreal?

O bebê mutante


Bom, Chega de explicações e considerações, vai em uma locadora decente, alugue, bons sonhos e vá ferrar sua mente ... Cinema Com "C" Maiúsculo e com "S" Maiúsculo de Surreal!

The Lady In The Radiator - In Heaven



P.S.: The Pixies gravou essa música

3 comentários:

  1. 5 cm de cabelo?Que nada...pode apostar em,no mínimo,10 cm!
    Que meda!Vou tentar achar uma locadora decente...

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  2. oi gambs,

    o filme é pertubador mesmo!

    Você vai ter mesmo dificuldades para locá-lo...
    Eu só consegui achá-lo na 2001 video lá na Paulista.

    Aprovetei e comprei um cópia! ;)

    Beijinho

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  3. Amor..o mundo dá tantas voltas..como isso é incrível!rsrsrs
    Assisti ao filme ao seu lado,no sofá da nossa casa...QUIDIMAIS!TUDIBOM!
    Agora sim,posso opinar...a Lady in the Radiator é uma doida...e o filme é de pirar a cabeça!

    Quanto à você...hummm...que maravilha!!!
    Posso afirmar,com toda propriedade e segurança:você não tem absolutamente NADA de Eraserhead!Graças a Deus!kkkkkkk

    Beijos apaixonadíssimos,meu anjinho!

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