quarta-feira, 13 de maio de 2009

Diane Arbus

Diane Arbus, Self-portrait, pregnant, NYC, 1945
"a maioria das pessoas passam a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nasceram banhados pelo trauma. Com isso passaram no teste da vida. São aristocratas". Diane Arbus

Você olha para uma foto e pum! Uma sensação entranha que te repele. Aquela imagem logo começa a te incomodar, você sente um misto de desconforto e asco, mas te atrai também. Embora você esteja chocado com aquilo, você fica observando por mais tempo do que esperava.
Aquela foto que nada tem de belo, pelo contrário até, te hipnotiza É verdade que o mórbido atrai o ser humano, e eu, como representante da espécie fico lá, admirando, mas não é só isso. Aquele retrato, daquela pessoa "diferente" me faz pensar, a refletir se sou tão diferente do que vejo. Além de despertar em mim uma empatia tremenda.

Assim mesmo, e em poucos segundos, reagi quando vi pela primeira vez algumas fotos da Fotógrafa norte-mericana Diane Arbus.

Diane Nemerov nasceu em 1923 em New York, casou-se aos 18 anos com o fotógrafo de moda Alan Arbus, com quem teve as suas primeiras experiências fotográficas. Trabalharam juntos por dez anos, enquanto Allan fotografava, Diane produzia os trabalhos. Com o passar do tempo passou a contribuir com as fotos também.

Em 1959 abandona o marido e os filhos e decide se dedicar a sua carreira. No início dos anos 60, iniciou à carreira de foto-jornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas. Em 1962 e 1966, ganhou bolsa de estudo da Fundação Guggenheim e, em 1967, teve sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna. Depois se dedicou a ensinar fotografia na Escola Desigin de Rhode Island em Nova Iorque entre 70 e 71.
Em julho de 1971, já célebre e reconhecida, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos.

Suas fotos abalam e desconcertam quem as vê, superam os aspectos técnicos e formais, são verdadeiras metáforas enigmáticas da condição humana.

Ao escolher seus modelos, pessoas com algum tipo de anomalia física ou mental, gêmeos, travestis, prostitutas, naturistas, artistas de circo, idosos em asilos, subverte as idéias de belo e do aceito. Ao mostrar o grotesco e os excluídos em suas fotos, Arbus oferece uma visão totalmente introspectiva, e paradoxalmente, próxima da realidade.

Child with a Toy Hand Grenade in Central Park, N.Y.C., 1962

A Husband and Wife in the Woods at a Nudist Camp, NJ, 1963

Waitress Nude, 1965

Young Girl Nudist, 1965

Girl with a Watch Cap, New York City, 1965

a family one evening nudist camp 1965

Triplets in their Bedroom, 1967

Two Girls in Matching Bathing Suits, 1967.jpg

Identical Twins, Roselle, N.Y.,1967

Woman at Masked Ball, 1967

two men at a drag ball 1970

tatooed man at carnival 1970

masked woman in a wheelchair 1970

Jewish Giant at Home with his Parents, 1970

Hermaphrodite and Dog in Carnival, 1970

Albino Sword Swallower at a carnival, Md. 1970

untitled 1970 71

untitled 1970 71

Masked man at a ball 1971

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