segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ele Não Está Tão a Fim de Você - 2009


Clichês, clichês e... Mais clichês

-Se um cara não liga após o encontro ou não dá sinais de interesse, a coisa é simples, ele não está a fim.-

Partindo dessa leitura simplista, mas com algum fundamento, o diretor americano Ken Kwapis, apresenta o seu último filme - Ele Não Está Tão a Fim de Você, He’s Just Not That Into You (EUA, 2009)

O filme é uma adaptação do livro de auto-ajuda "Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você", escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo (consultor e editora da história do seriado "Sex and the City",respectivamente).

Alias, série e filme contém muitas coisas em comum. A começar pelo humor tirado das diferenças entre homens e mulheres em relacionamentos amorosos. Você pode até não gostar da série, como é meu caso, mas não dá para negar que o retrato que enlatado tece da visão feminina dos relacionamentos amorosos é original, verdadeiro e inteligente.

Já no filme, as coisas não vão tão bem.... a história transita em torno das nove personagens do filme, com um enfase maior nas femininas, e nos seus dilemas. Gigi ( Ginnifer Goodwin) é romantica sonhadora que depois de passar maus momentos, conquista o mulherengo bem resolvido(Justin Long).

Ben Affleck(em interpretação a baixo da critica), interpreta Neil, namorado de Beth (Jennifer Aniston), e apesar de ser o sonho de qualquer mulher, dedicado e companheiro não quer casar. O que vai de encontro com o sonho desta. Não precisa pensar muito para descobrir como será a conclusão.

A terceira trama conta com o casal Ben (Bradley Cooper) e Janine(Jennifer Connelly), que ao entrar na mesmice cotidiana, Ben passa a ter um romance com Ana (Scarlett Johansson) uma cantora em busca de sucesso que esnoba o "amigão" apaixonado por ela Cornor (Kevin Conolly) Dummondiano, não acham?

Mais impressionante é papel de Drew Barrymore, completamente dispensável e afastado de tudo e sem a menor relevancia para o desenvolver da história, como dizem lá em casa, "mais perdida que cão em dia de mudança".

Kwapis, que nunca foi um diretor regular, aqui volta a errar o alvo. A caracterização das personagens tanto do ponto de vista psicológico é superficial e sonsa, o desenvolvimento dos conflitos seguem a "cartilha das comédias românticas" ao pé da letra. Tudo muito igual a um monte de coisas que você já viu.

Outro ponto negativo para Kwapis é falta de dinamismo na direção dos atores. O elenco, apesar de se composto por nomes badalados, não consegue uma performance aceitável, só se salvando Goodwin e Long.
Um Filme para esquecer.

3 comentários:

  1. concordo, "segue a cartilha das comédias românticas ao pé da letra", "personagens superficiais e sonsos", mas uma boa diversão descompromissada, dessas que a gente (eu!) vê com um sorrisinho no rosto e esquece da vida real por um breve momento. Não achei dos piores não, e não faço questão de esquecer..

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  2. Olá Kika,

    Eu também gosto de alguns desse filmes despretensiosos, descompromissado que nos fazem sonhar e até esquecer, mesmo que por pouco tempo, das massacrante “vida real”, como são as comédias românticas, e lamento que a industria cinematografia tenha produzido tão poucos desses contos de fadas modernos.

    Eu podia citar dezenas de filmes com essa temática que me agradam muito,lembrarei só quatro para não ficar muito chato o comentário: “Aconteceu naquela Noite”(1934) do genial Frank Capra, “confissões a meia- noite “(1959) com Rock Hudson e Doris Dary, “Um Lugar chamado Nothing Hill”(1999) Com a Julia Roberts e com o Hugh Grant e o excelente “Quatro Casamentos e um Funeral(1994) do Inglês Mike Newell, esses sim, ao meu ver, filmes com as características que você enfatizou no se comentário.

    O filme em questão não despertou simpatia em pela completa falta de química que as personagens transmitem. Como disse no post, apenas o casal formado por Justin Long e Ginnifer Goldwin acerta, os demais não são explorados satisfatoriamente, pelo menos para mim.

    A falta de situações engraçadas no filme também pesa. Só lembro de uma cena realmente engraçada no filme, aquela que a personagem de Drew Barrimore atende a ligação de um affair e mostra para os amigos do trabalho, Lembra? É muito pouco, ao passo que aqueles filmes que citei acima, sou capaz de lembrar vário momentos verdadeiramente memoráveis.

    Enfim, respeito sua opinião, mas, democraticamente discordo.

    Obrigado pelo seu comentário e volte sempre, principalmente para debater.

    Até!

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  3. volto sim, já voltei!! me lembrei dessa cena, do telefonema da Drew B. no trabalho, rsrsrs.. engraçada mesmo! Mas olha, concordo com tudo q vc disse sobre o filme, e não passa sequer perto das boas comédias românticas. Acho q há cenas absurdas, e até chatas, mas no geral, não me deixou com raiva, e até quase chorei em algumas cenas bonitinhas (td bem, eu sou meio boba!). Por isso não concordei qto a ser um filme pra se esquecer, não foi dos mais podres q vi do gênero.

    E obrigada tb por comentar lá no meu blog novinho!

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