terça-feira, 10 de março de 2009

A Última Noite de Boris Grushenko


Woody Allen é um gênio da comédia! E para quem não gosta desta fase atual do cineasta americano (que é meu caso), vale assistir(ou re-assistir) " A Última Noite de Boris Grushenko"(Love and Death) de 1975.

Nesse filme, Allen tratar de temas que lhe são caros, como os sempre presentes: existenciais, psicológicos e religiosos; dialoga com a densa literatura russa e faz uma singela homenagem a Bergman, sua mais forte influência.

O filme se passa na Rússia, período da invasão Napoleônica, Boris(o próprio Allen) um jovem covarde que é apaixonado por uma prima Sonja(Diane Keaton), é forçado a se alistar no exército para enfrentar os invasores franceses e num ato de sorte, acidentalmente, torna-se um herói condecorado. Depois de conquistar sua amada, Boris se envolve em um complô para assassinar Napoleão, mas fracassa e é condenado a morte.

"A última noite de Boris Grushenko" é o filme mais belo, plasticamente, do diretor. Tem uma fotografia primorosa e cenas muito bonitas e poéticas, como a de sua apoteose: quando a morte vai levando a alma de Boris dançando em meio de uma floresta.

Lirismos a parte, o ponto alto do filme é seu humor. A metralhadora de piadas de Allen está a mil por hora. São memoráveis, e em uma cena, Boris, utiliza e ironiza o "Fluxo de Consciência" figura retórica presente e marcante na literatura russa; em outra faz piada com a vida depois da morte e chama Deus de fracassado por não haver garotas no paraíso e é finalmente enganado pelo anjo da morte.

Um Grande filme!

Nenhum comentário:

Postar um comentário