sábado, 28 de fevereiro de 2009

Man Ray

Man Ray, Solarized Nude with Flowers in Her Hair, 1933


Emmanuel Radnitzky (1890 - 1976), mais conhecido como Man Ray, foi um dos principais artistas dos movimentos surrealista e dadaísta das décadas de 20 e de 30 do século passado, foi pintor, escultor, cineasta, mas foi na fotografia sua maior contribuição para a arte.

Man Ray disse em uma entrevista certa vez que "tinha verdadeiro interesse em rostos" e "Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem", desta forma distinguindo, em sua ótica, as duas expressões artísiticas e a sua predileção pela fotografia.

Entre o seu trabalho se destacam os auto-retratos originais e lúdicos, os retratos de artistas famosos, tudo em um maravilhoso preto e branco e o nu feminino o qual o elevava esteticamente através do tratamento que o dava, e os seus famosos Rayographs(raiográficos ou raigramas): imagens obtidas no laboratório, sem máquina fotográfica.

Ray utilizava um recurso técnico chamado "solarização" ou "efeito Sabattier" que consiste em um processamento na exposição à luz durante a revelação, o qual permite alcançar no final um misto de positivo e negativo. Os "raiográficos" são objetos sobrepostos numa folha de fotografia expostos à luz, fazendo então uma fotografia sem máquina, apenas com a luz sob objetos de formas e densidades diferentes em cima do papel de fotografia.

Ray alcançou um resultado genuíno e excepcional no seu trabalho fotográfico, utilizando da estética surrealista alcançou uma autoria para fotografia na época sem paralelos. Provocador e inventivo, o fotografo criou imagens que vão durar para sempre como a da mulher com a silhueta que lembra um violãocelo e a da mulher que chora lágrimas de pérolas.

Palmas para Man Ray!


After lunch, 1914

Promenade, 1915


Exquisite Corpose, 1928


Self-Portrait Assemblage, 1916


Rayograph, 1922

Rayograph, 1925


Rayograph, 1923


Goupe Surréaliste, 1935


Salvador Dali, 1929

Marcel Poust, 1922

James Joyce, 1922


Luis Buñuel, 1929

Auto-portait, 1947


Auto Portait, 1947

A I'heure de l' observatoire, les amoreux, 1936

Noire et Blanche, 1926


Coat-Stand, 1920

Noire et Blanche, 1926


Le Violon d'Ingres, 1924


Les Lhames, 1930

La Baiser, 1930


Monument a D.A.F.de Sade, 1933


La Pierré 1930




2 comentários:

  1. Nossa,que inovador!
    Amor...esse trabalho é surpreendente!
    Palmas para ele mesmo!Merece ser eternizado!

    Beijos em preto e branco,amor meu!

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  2. Pois é gambs,
    Essa é a prova que a arte autêntica é atemporal.
    Obras feitas no começo do século passado, mas que ainda causam grande impacto.
    Todos os meus beijos para você, querida!

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