sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Chora Pixinguinha

Se caso tivesse nascido nos Estados Unidos ou na Europa, Alfredo da Rocha Vianna Jr. (1897 - 1973), o Pixinguinha, já teria filmes retratando sua vida, seu rosto estamparia camisetas e praças teriam seu nome, tal é a importância de sua obra para música. Em especial à brasileira, da qual e considerado um dos seus inventores.

Autodidata, foi garoto prodígio. Aos 12 anos tocava cavaco, aos 13 passou para o bombardino e a flauta(instrumento que o consagraria) e já velho passaria para saxofone. Além da habilidade com os instrumentos, foi um grande compositor e arranjador. Foi também um grande pesquisador, o que lhe daria substrato para inserir inovações na música que viria criar.

O Choro não era um gênero novo. Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e até Villa-Lobos já o haviam representado, mas foi nas mãos de Pixinguina que encontrou sua forma definitiva.

Sem dúvidas, um dos divisores de água da sua carreira foi a viagem que fez à Paris, França em uma turnê para divulgar a música brasileira com "os oito batutas", conjunto que o acompanhava. Lá ficou 6 meses e teve contato com a música europeia moderna e com jazz americano, que junto com suas raízes, fundiram-se criando assim uma nova, original e genuína forma de fazer música.

Degustem agora "carinhosos", o verdadeiro hino do Brasil.




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